Testemunhos

Nos terrenos a hora de despedida é um momento de reflexão em que os fellows confiam às próximas edições os desafios e conquistas que viveram no terreno.

Nestes testemunhos ficas a conhecer o que é ser e viver como um fellow MOVE na primeira pessoa

Açores

  • Inês Sá Couto

    Inês Sá Couto

    É com o coração inundado de um sentimento agridoce que me sento na secretária na sala cá de casa e penso no que quero escrever. ‘Doce’ porque percorro tantas memórias boas. ‘Agri’ porque este momento significa que está na altura de passar a pasta e, por melhores que sejam as previsões isto custa. Recuando uns meses. Estamos no primeiro semestre de 2018 e as minhas perspetivas para o segundo não me motivavam. Foi neste contexto de indecisão que soube que o MOVE precisava de voluntários para os Açores e, desde aí, não parei de pensar nisto. Queria tanto fazer-me útil e desafiar-me numa área que não é a minha, mas por outro lado tinha o peso da responsabilidade de procurar emprego. Ponderações feitas, candidatei-me, entrei, fiz as malas e vim. Hoje tenho dificuldade em perceber sequer por que hesitei.

    Aos poucos, a casa foi ficando mais minha, os projetos mais meus, as estradas já não eram tão confusas e as caras ganhavam contornos mais familiares. A confiança naquilo que estava a fazer foi crescendo, a dedicação também, e com ela, os resultados: a Emiliana abriu o seu salão, a Rosa e a Adelina ganhavam coragem para aceitar mais serviços e os meus alunos sorriam quando eu entrava.

    Mas quando se quer trabalhar com empreendedorismo, nem tudo são rosas. Nem tudo aparece na newsletter, nos posts do Facebook ou nas stories do Instagram. Quando se quer fomentar o emprego em São Miguel, está-se na verdade a falar de mudar mentalidades. Posturas perante a vida, perante a família e a sociedade que nos parecem descabidas, mas que têm uma razão de ser, têm raízes, têm fundamentos e são uma cultura. Perceber isso elevou o meu trabalho a toda uma outra dimensão. Já não estava só pelo negócio a abrir ou a expandir – estava também, ou principalmente, pelas pessoas enquanto seres humanos que não tiveram o privilégio de crescer com a estabilidade e o acompanhamento necessários ao sucesso. Perceber que a verdadeira pobreza que viemos combater é a falta de organização e de antecipação do futuro, é meio caminho andado para a realização dos nossos objetivos. Ter a capacidade de ser empático, colocando-nos no lugar daquele empreendedor ou daquele aluno, faz-nos ver a realidade Micaelense com um olhar de amor. A partir daí, tudo faz mais sentido e o que quer que nos trouxe aqui, é substituído pela imensa vontade de entrega a esta gente e a esta terra.

    Tentei por várias vezes imaginar-me no cenário de uma família típica de Rabo de Peixe. Eu, que sempre evitei o esforço na escola e deixei tudo para a última, se tivesse crescido num contexto que não valoriza a escola, se me tivessem deixado desistir, provavelmente teria desistido. Se a realidade que sempre conheci fosse a de não trabalhar, provavelmente também não trabalharia. E o mesmo aconteceria com os meus filhos. Fui fazendo este exercício ao longo dos meses e foi isto que me ajudou a perceber que não sou melhor e que não faria melhor. Nós tivemos quem puxasse por nós. Cabe-nos agora puxar por quem não teve essa sorte.

    Mas a realidade Micaelense não se resume a falta de ambição ou comodismo. Isto é uma vírgula. E isso vão perceber, assim que abrirem os vossos corações. Há nesta ilha uma simplicidade, uma capacidade de acolhimento, uma tranquilidade e uma humildade que fizeram de mim uma continental menos acelerada e mais paciente, menos “cheia de ideias” e mais ouvidos. A insularidade traz muitos problemas, mas ao mesmo tempo cria um povo resiliente, genuíno, com verdadeiro orgulho em ser Açoriano, cheio de sabedoria, tradições e maravilhosas histórias para contar. E que vontade têm de contar!

    Olhando para trás, orgulho-me de tudo aquilo que a minha equipa conseguiu. Olhando para a frente, vejo o tanto que ainda há para fazer. Quem me dera fazer parte desta nova etapa. Mas é a vossa vez de viverem tudo isto. Torço por vocês! Para que encontrem motivação em todos os projetos e para que encontrem esta ilha como eu a encontrei: cheia de potencial, de amor e de encanto.

  • Beatriz Nogueira

    Beatriz Nogueira

    É difícil escrever este testemunho. Estou a um mês de acabar o MOVE e este testemunho parece oficializar ainda mais a minha partida. A um mês de regressar a casa é complicado não pensar que podia ter feito mais e que o tempo passou a voar, mas a verdade é que tudo o que eu e a minha equipa fizemos teve impacto e que estes seis meses valeram, sem dúvida, a pena!

    O MOVE era uma experiência que já queria ter há algum tempo e, tendo em conta que várias amigas minhas já o tinham feito e que diziam maravilhas da experiência, a vontade em vir era mais que muita. No entanto, a minha relutância em vir para os Açores era alguma, porque tinha na cabeça que uma experiência de voluntariado só valia a pena fazer num país em desenvolvimento, onde as dificuldades fossem aparentes. A verdade é que estava enganada e, depois de estar cá, percebi isso. Em São Miguel há um grande défice de motivação e proatividade, que se nota bastante nas gerações mais jovens e que é muito preocupante e, apesar de os apoios do governo serem mais que muitos, é necessário que as mentalidades sejam mudadas, e é aqui que nós entramos. Mas, melhor do que ser eu a explicar-vos a importância do vosso trabalho e o encanto dos Açores, acho que vão perceber isso pouco tempo depois da vossa chegada. Se forem como eu, à medida que o tempo passar, vão apaixonar-se cada vez mais pela ilha. Vão se apaixonar pelo caminho para casa, pelo mar que vão ver todos os dias, pela simpatia e simplicidade das pessoas, e sobretudo, pelo trabalho que vão poder fazer.

    É difícil escrever este testemunho. É difícil ter de me despedir de todas as pessoas com quem criei uma relação. Acho que o que mais vou recordar desta experiência vão ser as pessoas e por isso é tão difícil despedir-me delas. É difícil despedir-me da Adelina, da Emiliana e do Roberto que acompanhei durante todo o tempo e por quem sinto um enorme carinho e amizade, é difícil despedir-me dos meus alunos do Porto Seguro e do Trevo de quem tanto gosto e que tanto me ensinaram, e é particularmente difícil despedir-me dos meus quatro colegas com quem vivi e com quem partilhei momentos únicos durante estes meses e de quem vou ter muitas saudades.

    Agora é a vossa vez de puderem aprender tanto quanto eu e de puderem criar estas relações que só o MOVE vos dá. Venham com vontade, garra e persistência. Fazer parte das primeiras edições de um terreno é difícil e ingrato e, por vezes, pode parecer que não estão a fazer a diferença, mas estão! Estão a criar as bases para que futuras edições possam trabalhar ainda melhor que vocês. E, se num ano os resultados já saltam à vista, imaginem daqui a 10 anos!

    É difícil escrever este testemunho. Chegou a altura de vos passar todo o trabalho que com tanto esforço e carinho fiz e espero que o agarrem ainda com mais força que eu, só assim vão chegar ao final com a sensação de dever cumprido!

São Tomé e Príncipe

  • Madalena Trincão de Oliveira

    Madalena Trincão de Oliveira

    São Tomé e Príncipe – Onde tudo começa.

    Uma ilha que não sairá do teu coração nunca mais. Neste momento pode ser-te difícil compreender a missão que te acaba de ser confiada e a grandiosidade do desafio que se avizinha. Mas com isso deve também consolar-te a profunda certeza de que se este privilégio te foi concedido é porque era assim que tinha de ser e porque São Tomé precisa de ti!

    Aqui inicia um “nascer de novo”. A tua vida será novidade e trará todas as suas peculiaridades: o nascer do sol as 5 da manhã caracterizado pelo barulho das ruas, a típica agitação santomense, a poluição das motas e carros e lá vais tu a caminho de uma Roça, da casa de uma transformadora, de um atelier de costura com 2m^2, do Club de Surf ou qualquer edifício que preste serviços burocráticos para saber como podes registar um Empreendedor ou legalizar um negócio. Ah, e tudo isto debaixo de temperaturas simpáticas de trinta e vários graus celsius!

    Começas a viver o que todos chamam “melhores meses da tua vida”. Mas que nem sempre serão os melhores: vens descobrir um lugar diferente, viver experiências e situações que não têm a ver com nada do que imaginarias e ser amigo de pessoas com naturezas e histórias duras de vida que se cruzam no teu caminho. E mais importante que tudo, vens ao seu serviço. Faz tudo o que puderes para entrar nestas vidas e tocá-las tanto quanto puderes! Abraça estes seis meses com tudo o que tiveres: dedicação, criatividade, perseverança e muita humildade. Sê exigente contigo mesmo e continuamente insatisfeito com os teus projetos, pois podes sempre fazer mais e melhor! Eu acredito que cresci verdadeiramente e em várias dimensões da minha vida quando passei a fazer uma introspeção a mim mesma em vez de reagir, quando passei a saber tirar partido de momentos sozinha, quando soube aceitar a perceção que os outros tinham de mim e quando compreendi que todas as situações na vida são oportunidades para praticares ser o ser humano no qual desejas tornar-te. Certamente haverá um “tu” antes do MOVE e um “tu” depois do MOVE. Não vai ser sempre fácil, mas se fosse, estariam cá outros!

    Com isto pretendo dizer-te para viveres estes meses de um modo inteiro, profundo e pensado. Não sejas superficial com o que te faz “doer a cabeça”. Sê simples mas idóneo.

    Entrega-te com afinco e alegria, dá o litro e os frutos serão visíveis.

  • Maria Mihaltchuk

    Maria Mihaltchuk

    Bem-vindos a São Tomé, ao paraíso no meio do Atlântico, ao lugar que tantas edições MOVE falam com tanto amor no coração e brilho nos olhos. Chegaste! Que bom!!! E agora? São Tomé não é para qualquer um. Não tem a organização da Europa, os arranha céus da Asia ou os escorregas infinitos desses resorts por aí. São Tomé não tem nada disso, mas vais ver que nunca te vai faltar nada. Nunca te vais sentir tão bem-recebido como aqui. Nunca te vais sentir tão livre e apaixonado pela vida, e nunca mais te vais sentir completamente em casa, porque uma parte do teu coração vai ficar para sempre nesta ilha. São Tomé está nas pessoas que te querem dar tudo desde o momento em que te conhecem; que vêm o teu coração antes das tuas posses, te fazem sentir em casa com o sorriso com que sempre te recebem. São Tomé está na beleza descomprometida dos seus verdes como não há igual; no sabor das frutas, no cheiro do cacau, nas praias desertas que tiram o folego e desarmam qualquer um. Está nas viagens de mota e de carrinha de caixa aberta, enquanto o vento te despenteia o cabelo, a vista te acorda todos os sentidos, e te apercebes do tamanho da tua sorte, da magnificência deste mundo, da felicidade que te entra no coração e quase o faz explodir. Está nas ruas que fervilham de pessoas, que misturam cheiros e sons, mas que, de alguma forma, te fazem sentir que é ali que pertences. E está nos empreendedores, que no seu quintal constroem uma fábrica, que não conhecem as palavras “não consigo”, e para quem não há sonhos demasiado grandes.

    Nem todos os dias vão ser fáceis. Nem todos os dias vais acordar com energia. Nem todos os dias vais querer falar com as pessoas ao teu lado… e vais sentir saudades de casa. Lembra-te do que te fez largar tudo e partir nesta missão. Para um minuto e pensa no que te apaixona tanto no trabalho que fazes. Pensa e orgulha-te. Orgulha-te da tua coragem, da tua ambição, do que foste fazer, porque não é toda a gente que tem essa força e determinação. Nem todos os dias vais sentir que deste o teu melhor ou que ajudaste alguém, mas como disse a Madre Teresa, “o que faço pode ser uma gota no oceano, mas sem essa gota o oceano era mais pequeno”. É aos poucos que se alcança muito e vais perceber, mesmo que no fim destes meses, que as pessoas com quem trabalhaste não poderiam estar mais gratas pela tua entrega e te vão levar no coração para sempre. Aproveita cada segundo. Sente a felicidade que cada pessoa te dá sem pedir nada em troca. Dança até te doerem os pés. Abraça sempre que puderes. Ensina, mas aprende. Abre-te ao que este país tem para te dar e que não encontras em mais nenhum lugar. Em nenhum sítio do mundo a felicidade é tão simples e tão contagiante. Olha à tua volta e vê que, na verdade, podes ser tudo o que quiseres.

Timor-Leste

  • Mariana Sousa

    Mariana Sousa

    Demorei horas a perceber como é que se começa a escrever sobre aquilo que não se quer que acabe, e não cheguei a qualquer conclusão! Não há maneira de descrever o tanto que se passou nos últimos meses! E o aperto que dá no coração vê-los a chegar ao fim.

    Tenho que vos ser sincera, o meu primeiro mês em Timor deve ter sido dos melhores mas também dos mais difíceis da minha vida! Foi um constante desencontro de expectativas, um tempo cheio de imprevistos e de voltas trocadas. Eram pontos de partida incertos, projectos que deixaram de ser, vontades não correspondidas. E simultaneamente o embate do pôr do sol mais marcante, da água mais transparente, da vida mais despida de aparências, dos “boa tardiii” mais sinceros, e dos caminhos de troopie mais impossíveis!

    O MOVE tem o seu centro nos projectos, mas acaba por ser também tudo o que “move” em redor. Acaba por ser um estilo de vida de “professor voluntário”, os sacrifícios de viver em equipa, e mais que tudo, o tempo que têm para dedicar aos outros. Não venham para cá cumprir horário! Venham para realmente desfrutar de ter tempo para os outros: vão perceber que é possível estar em cinco minutos em qualquer lado, e que há tempo para esperar duas horas por uma reunião que acaba por não acontecer. Em Portugal a vida é muito mais cronometrada, aqui o critério é sempre irem para onde forem mais necessários!

    Sejam descomplicados, mas exigentes; sejam pacientes, mas persistentes; sejam humildes para compreenderem os timorenses, mas arrisquem nas propostas que lhes fizerem.Quando os projectos vos derem as maiores dores de cabeça, saibam que a seguir vos vão dar as maiores alegrias! Questionem o nosso e o vosso trabalho, mas vistam a 100% a camisola: se acharem que as coisas podiam estar melhor, mudem-nas efectivamente!

    Passem a barreira do que é estranho, diferente, desconfortável, intenso ou cansativo! Timor vai vos tornar pessoas muito mais simples mas completas, se se dispuserem a serem transformados pelo que vão viver!

    Sinto-me a pessoa mais sortuda do mundo por nada ter corrido como eu esperei.

  • Domingos Freire de Andrade

    Domingos Freire de Andrade

    Bem-vindos a Timor Lorosae, a terra do sol nascente!

    É isso mesmo, uma terra cuja sua beleza vos vai fazer querer acordar todos os dias às 06:00 para ver a maravilha de um nascer do sol. Este é o terreno em que poderão vivenciar a cultura mais diferente, onde poderão encontrar a maior variedade de beleza natural que vai dos 2963 metros do topo do Ramelau às várias dezenas de metros de profundidade da parede de coral em Adara, Atauro. Pela sua distância de Portugal, que é maior em horas do que em quilómetros e pela barreira que o Tétum representa à partida, este é o terreno mais desafiante que o MOVE vos podia dar. No universo MOVE, Timor tem a economia em maior crescimento e desenvolvimento, o que consequentemente faz com que tenham os projectos mais estimulantes. Tudo isto leva a que o privilégio de fazer MOVE só seja ainda maior. Rapidamente vão perceber que uma vez Maubere, serão Maubere para sempre!

    Mas para que o sejam e para que possam fazer uma boa missão, devem estar próximos da realidade em que vão servir e devem aprender a compreender e fazer-se compreender junto dos Timorenses o mais rapidamente possível. Apliquem-se na aprendizagem do Tétum, vai vos abrir inúmeras portas e transportar a vossa experiência para outro patamar. Igualmente importante é conhecerem a história de Timor1!

    Depois de conhecer mais a fundo a história deste país inacreditável a minha visão sobre Timor e os Timorenses ficou profundamente transformada. Para conhecerem, compreenderem e servirem com profundidade os Timorenses, é essencial que conheçam a sua história e o seu contexto. Para mim isso foi importante para ganhar a tremenda admiração que tenho pelo Timorense, que é e sempre será um guerreiro, que se rege pelo lema de que “a luta continua!”

    Estes tempos em Timor poderão ser para vocês também tempos de grande transformação e crescimento interiores. Desde o início, quando sentirem o choque da chegada, das condições da casa onde vão viver seis meses ou da pobreza que se vive no país, apreciem a tremenda alegria com que vivem aqueles que têm tão pouco. Vão-se sentir tanto mais realizados, quanto mais simples forem. Dos meus dias mais felizes em Timor, foram passados no Oecusse, isolado do mundo, a dormir durante mais de uma semana numa tenda, mas focado na nossa missão. Pessoalmente, penso que estes meses me fizeram uma pessoa mais tolerante, aberta aos outros e menos segura de possa ter sempre razão, a realidade em Timor é muito diferente daquela a que estamos habituados e a convivência em equipa também ajuda nesse caminho. Foi bom para mim tomar consciência diariamente de tanto bem recebido. Omeletes com ovos todos fazem. Omeletes sem ovos, só o MOVE! O que quero dizer com isto é que quando as externalidades são positivas é fácil fazer um bom trabalho. No entanto, é importante que esse trabalho seja igualmente bom quando as mesmas sejam negativas.

    Meus amigos, a necessidade faz o engenho! Sobre os projectos, gostaria de vos deixar algumas notas quanto à postura que penso ser a adequada. Gosto de ver a posição do MOVE à imagem de um consultor, em muitas das suas dimensões. O MOVE não tem horário, as horas nunca são extras, estamos sempre disponíveis, mesmo que seja ao fim-de-semana. O MOVE não é um empregado que cumpre tarefas, ao invés, procuramos propor e concretizar propostas de valor acrescentado, inovadoras. O MOVE nunca é responsável de nenhum projecto, é um apoio a quem o seja.

    O MOVE não trabalha para ninguém, o MOVE trabalha com muita gente. Estas pequenas diferenças de atitude podem impactos muito positivos no nosso trabalho. Sejam dinâmicos, criativos e exigentes nos vossos projectos! Ainda no âmbito dos projectos, é importante que estejamos sempre focados em promover e alcançar a autonomia dos projectos, não nos prendendo em saudosismos no momento de os darmos por concluídos, de forma a estarmos igualmente atentos e disponíveis para novos projectos. Estejam sempre abertos a todos os desafios, nunca fechem uma porta à partida. Alerto ainda para um risco: o de viver um Erasmus 2.0. Propostas para festa nunca irão faltar. No entanto, isso poderá desfocar-vos do essencial, os projectos. Para que a criatividade surja nos mesmos é preciso que pensemos neles para além do horário de trabalho, os projectos devem estar sempre a ressoar na nossa cabeça, à espera de um momento de iluminação. A forma de ver estes 6 meses gera muitas teorias junto dos MOVEs no momento de partir, ora se pareceu 1 mês pela velocidade com que passou ou se pareceu 1 ano pela quantidade de coisas que foram vividas. Penso que isto pouco importa, mas é importante que garantam que não deixem nada por fazer. Seja trabalho ou diversão, importa que tracem objectivos e comecem a bombar nos mesmos desde o primeiro momento, não adiem. No fim do dia o que conta é o que fizeram pelos outros e a forma como se entregaram a estes, os objectivos que alcançarem e as relações que criarem. Assegurem que quando saírem de Timor possam dizer: “dei o máximo de mim, no mínimo que fiz”.

    Obrigado barak tebes ba tempu, ba atensaun, ba oportunidade!